segunda-feira, julho 09, 2007
sexta-feira, julho 06, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
quarta-feira, julho 04, 2007
O bolivarianismo de Lula
Atendendo um pedido do Reinaldo Azevedo, republico e divulgo seu texto sobre a intenção do Noço Guia de se tornar um Chávez bananeiro. Leiam abaixo.
O bolivarianismo de Lula: como o PT pretende fazer da Rede Globo a sua RCTV
Considero o texto que vai a seguir um dos mais importantes já publicados neste blog. Nunca fiz isto, mas faço agora: reproduzam-no por aí, passem adiante, façam com que se multiplique. Ele identifica um método de ação do governo Lula, do chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, resolveu estrangular a emissora financeiramente. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho. Também vou me penitenciar. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.
Ufa! A introdução já ficou longa demais. Como sabem, o governo quer limitar o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invoca com a tal “Zeca-Feira”. Mais: diz que a publicidade glamouriza o consumo do produto... No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário para a propaganda, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde...
É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. "Fazer o quê?", pensei. "Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita". Eu, o liberal tolo diante de um petista... Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.
A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, "com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio" e de "bebidas com baixo teor nutricional" (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.
Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.
Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.
Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.
Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu... Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim...). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?
Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?
Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.
A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.
O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.
Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.
E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?
Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.
*PS: Reitero: divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se.
O bolivarianismo de Lula: como o PT pretende fazer da Rede Globo a sua RCTV
Considero o texto que vai a seguir um dos mais importantes já publicados neste blog. Nunca fiz isto, mas faço agora: reproduzam-no por aí, passem adiante, façam com que se multiplique. Ele identifica um método de ação do governo Lula, do chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, resolveu estrangular a emissora financeiramente. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho. Também vou me penitenciar. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.
Ufa! A introdução já ficou longa demais. Como sabem, o governo quer limitar o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invoca com a tal “Zeca-Feira”. Mais: diz que a publicidade glamouriza o consumo do produto... No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário para a propaganda, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde...
É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. "Fazer o quê?", pensei. "Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita". Eu, o liberal tolo diante de um petista... Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.
A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, "com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio" e de "bebidas com baixo teor nutricional" (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.
Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.
Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.
Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.
Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu... Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim...). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?
Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?
Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.
A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.
O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.
Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.
E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?
Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.
*PS: Reitero: divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se.
terça-feira, julho 03, 2007
Relaxa e goza
Gazeta do Povo - Curitiba (PR), 26.6.2007
(Colunista MARGARITA SANSONE )
"A Vigilância Sanitária de SC fechou um dos mais famosos restaurantes de frutos do mar de Florianópolis, exatamente aquele que prometia, entre os quitutes oferecidos, fabulosas "ostras afrodisíacas". Foram ver, e não é que o Chef pulverizava as carésimas ostras com pozinho de Viagra? Depois de uma refeição com as "ostras a vinagrette", os clientes já estavam preparados para enfrentar qualquer apagão de aeroporto, dentro dos ditames daquela ministra."
(Colunista MARGARITA SANSONE )
"A Vigilância Sanitária de SC fechou um dos mais famosos restaurantes de frutos do mar de Florianópolis, exatamente aquele que prometia, entre os quitutes oferecidos, fabulosas "ostras afrodisíacas". Foram ver, e não é que o Chef pulverizava as carésimas ostras com pozinho de Viagra? Depois de uma refeição com as "ostras a vinagrette", os clientes já estavam preparados para enfrentar qualquer apagão de aeroporto, dentro dos ditames daquela ministra."
segunda-feira, julho 02, 2007
Teste de sedução
Andava me achando feia e com saudades da mulher gostosa e safada que eu fui no passado. Fiquei pensando, será que eu ainda sei paquerar? E o pior, será que eles ainda me querem? Ah, o que não se faz pela vaidade...
Ando tão séria de uns tempos pra cá que quando um homem olha para mim, já fico pensando que pode ser um ladrão, um parente que não vejo há tempos ou alguém que vai me pedir alguma informação.
Que saco! O que aconteceu com aquela mulher sedutora, quente e convencida que eu era? E se eu estiver certa e realmente a fase gloriosa e libidinosa que eu passava se acabou? Fiquei a matutar isso o dia inteiro, até que, resolvi sair de carro e paquerar. Não paquerar alguém da minha idade. Não. Eu iria assediar alguém mais novo enquanto dirigia, e ter a certeza do desfecho deste drama.
Sai dirigindo e olhando nos sinais de trânsito em que eu parava. As expectativas eram poucas. Ou homens muito velhos, e neles a minha tese não se baseava, ou homens de 18, 19 anos. Da idade do meu filho não, que aí era pedir demais.
Até que eu comecei a colocar a música do carro bem alta e abri a janela. Agora sim, som alto, música tipo "I will survive", e lá ia eu!! Pensei no quanto de idiota eu estava sendo e na cara de dois de paus que eu iria ficar se nada acontecesse.
Então, um carrinho com um rapaz de uns 28 a 30 anos parou ao meu lado e enquanto eu me organizava no meu teste-sedução, nem notei que ele já estava olhando para mim.
Que felicidade !!! Que felicidade!!!!
Ensaiei meu sorriso à la Monroe e consegui deixar o carro bem próximo ao dele. E ele continuava a olhar! Nem acreditei que aquele gato olhava paramim!
Então ele falou..... (Ele falou, ai meu Deus!)
- Tiaaaa......., a porta está aberta!
Enviado por uma frequentadora do blog. Não digo qual.
Ando tão séria de uns tempos pra cá que quando um homem olha para mim, já fico pensando que pode ser um ladrão, um parente que não vejo há tempos ou alguém que vai me pedir alguma informação.
Que saco! O que aconteceu com aquela mulher sedutora, quente e convencida que eu era? E se eu estiver certa e realmente a fase gloriosa e libidinosa que eu passava se acabou? Fiquei a matutar isso o dia inteiro, até que, resolvi sair de carro e paquerar. Não paquerar alguém da minha idade. Não. Eu iria assediar alguém mais novo enquanto dirigia, e ter a certeza do desfecho deste drama.
Sai dirigindo e olhando nos sinais de trânsito em que eu parava. As expectativas eram poucas. Ou homens muito velhos, e neles a minha tese não se baseava, ou homens de 18, 19 anos. Da idade do meu filho não, que aí era pedir demais.
Até que eu comecei a colocar a música do carro bem alta e abri a janela. Agora sim, som alto, música tipo "I will survive", e lá ia eu!! Pensei no quanto de idiota eu estava sendo e na cara de dois de paus que eu iria ficar se nada acontecesse.
Então, um carrinho com um rapaz de uns 28 a 30 anos parou ao meu lado e enquanto eu me organizava no meu teste-sedução, nem notei que ele já estava olhando para mim.
Que felicidade !!! Que felicidade!!!!
Ensaiei meu sorriso à la Monroe e consegui deixar o carro bem próximo ao dele. E ele continuava a olhar! Nem acreditei que aquele gato olhava paramim!
Então ele falou..... (Ele falou, ai meu Deus!)
- Tiaaaa......., a porta está aberta!
Enviado por uma frequentadora do blog. Não digo qual.
quinta-feira, junho 28, 2007
Redação itinerante
Caros,
o próximo poste será escrito direto de nossa redação em BH, onde passarei um agradável e etílico fim de samana.
Boa viagem pra mim!
Degustação de vinho em Minas
- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!
- Eca???? Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!!!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzí-lo no...
- Mais num vai introduzí mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!!!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!!!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo!!! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento!!! Engulidô de rôia!!!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim!!! E é um... e é dois... e é treis!!! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!!!...
quarta-feira, junho 27, 2007
terça-feira, junho 26, 2007
Sexóloga estressada
Respostas dadas por uma sexóloga estressada às perguntas de suas ouvintes:
01 - Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que você acha?
R: Minha 1ª vez também foi com um namorado fixo. Eu o amarrei na cama.
02 - O que fazer para surpreender um namorado tímido na primeira noite?
R: Apareça com um amante.
03 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 24 cm. Acho que vai ser doloroso, o que fazer?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.
04 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa.
05 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem era mesmo galinha nesta história?
06 - Quero saber como enlouquecer um homem só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: "minha menstruação está atrasada..."
07 - Como enlouqueço meu parceiro em uma transa no banheiro?
R: Já usou desentupidor de pia?
08 - Saí com um gatinho e foi otimo. Só que agora fico com o maior medo de ligar pra ele. Será que devo?
R: Depende. O gatinho sabe cagar na caixa de areia?
09 - Eu tenho 18 anos mas adoro brincar de bonecas com a minha irmã de 2 anos. Também entro na net e não canso de ver cenas de sexo. O que eu faço?
R: Passe numa sex shop e compre um boneco inflável de boas proporções.
10 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.
11 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe ele dirigir.
12 - Porque, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora que corpo entra em atrito, faz aquele barulho de quem está batendo palmas? Porque nessa hora a gente fica mais excitada?
R: É porque parece que tem torcida, tá ligada? Da próxima vez grite pra galera.
13 - Eu não tenho uma cara propriamente linda. O que fazer para conseguir comer umas gatas,
tendo em conta que tenho 13 anos?
R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?
14 - Tenho 28 anos e sou virgem, não aguento mais esta situação. Como mudá-la o mais rápido possivel?
R: Está em Porto Alegre ? Vai na Voluntários da Pátria e leve uns R$ 30.
15 - Sou virgem e rolou, pela primeira vez de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pela orelha.
16 - A primeira vez dói? Qual a melhor posição para a menina na primeira transa? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não aguentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, e dê de uma vez! Ô Cinderela!!!
01 - Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que você acha?
R: Minha 1ª vez também foi com um namorado fixo. Eu o amarrei na cama.
02 - O que fazer para surpreender um namorado tímido na primeira noite?
R: Apareça com um amante.
03 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 24 cm. Acho que vai ser doloroso, o que fazer?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.
04 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa.
05 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem era mesmo galinha nesta história?
06 - Quero saber como enlouquecer um homem só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: "minha menstruação está atrasada..."
07 - Como enlouqueço meu parceiro em uma transa no banheiro?
R: Já usou desentupidor de pia?
08 - Saí com um gatinho e foi otimo. Só que agora fico com o maior medo de ligar pra ele. Será que devo?
R: Depende. O gatinho sabe cagar na caixa de areia?
09 - Eu tenho 18 anos mas adoro brincar de bonecas com a minha irmã de 2 anos. Também entro na net e não canso de ver cenas de sexo. O que eu faço?
R: Passe numa sex shop e compre um boneco inflável de boas proporções.
10 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.
11 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe ele dirigir.
12 - Porque, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora que corpo entra em atrito, faz aquele barulho de quem está batendo palmas? Porque nessa hora a gente fica mais excitada?
R: É porque parece que tem torcida, tá ligada? Da próxima vez grite pra galera.
13 - Eu não tenho uma cara propriamente linda. O que fazer para conseguir comer umas gatas,
tendo em conta que tenho 13 anos?
R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?
14 - Tenho 28 anos e sou virgem, não aguento mais esta situação. Como mudá-la o mais rápido possivel?
R: Está em Porto Alegre ? Vai na Voluntários da Pátria e leve uns R$ 30.
15 - Sou virgem e rolou, pela primeira vez de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pela orelha.
16 - A primeira vez dói? Qual a melhor posição para a menina na primeira transa? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não aguentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, e dê de uma vez! Ô Cinderela!!!
segunda-feira, junho 25, 2007
sexta-feira, junho 22, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
Sealopra sai do papel
Ou: Mangabeira Unger, o ministro que não sabe português.
(mas quem se importa? O presidente também não.)
Petição de um advogado corinthiano
ESSELENTÍCIMO MANO RESPONSÁVEL DA JUSTIÇA AQUI DA ÁREA
Eu, VANDERGLEISSON OLÍMPIO DOS SANTOS, pode ser mano Vander nas intimação (é como meus truta me chama, tá ligado?), se fazendo representar pelo meu chegado, Dr. Mano Clayton, adêva dos bom e estelionatário da hora, venho perante Vossa Magnitude interpor;
CAUTELAR INOMINADA c/c PEDIDO ELIMINAR
Contra a polícia que invadiu o Bingo. Certo?
Bom, caso que o poblema é dois, perfeito? Eu se encontrava divertindo-me no Bingo do Bolacha. Tava alí bem belo, faceiro, quando derrepente entra os gambé tudo armado, e aí magnata... aí a casa caiu.
Maluco, tinha que vê! Não quiseram nem levá um léro. Reçalta-se que até tentei puchá uma conversa, na humildade, mas nada. Aí engrossaram e eu falei: "não embassa, doido! Não tá vendo que eu tô aqui me divertindo, mano? Cês entram como querem na bagaça, sem bater, e zoa com o barato todo aí, dos meu?"
Mas não adiantou nada. Chegaram passando geral, levaram tudo. Foi as máquina de fliper, foi caça-níkeu, e o pior: foi tudo as cautela!!!! E é aí queu chego nos finalmente. Só entrei com esta ação cautelar, por um motivo: eu quero minha cautela de vorta!
Ah, fala sério! Manos vacilão, pá e tal. Faz 12 ano que eu jogo no Bingo do Bolacha e nunca ganhei nem caneta de vale brinde. Aí no dia queu fécho os baguio alí, grito BINGOOO, entra os gambé e passa geral! Cume qui é mano.
Cadê a justiça? Foi eu que comprei a cautela. E agora?
Tá certo queu meio que se exaltei um pouco umas hora lá e disse pros home: "aí, mano, aqui tem pra trocá", "sai quicando que o barato é meu, maluco!"
É, tentei me impor e só levei uns tapaço de mão aberta.
Mas isso não é motivo pra levá meu jogo (e premiado!).
DOS PEDIDO
Assim, dessa forma e posto isso, só venho pedir de vorta minha cautela premiada qué preu buscá o prêmio lá co Bolacha. Pô, na miúda, só entre a gente, magnata: adianta o lado aí, sem ouví os gambé (esnaudita autera partys). É porque se ficá embassando muito, o Bolacha é capaz de fugir com a minha grana e sabe cumé, como dizia um chegado meu, gente boa pra cacete (o mano Menudo, o Sr. conhece?): "camarão que dorme a onda leva".
Caso Vossa Meritríssima não queira acatar minha eliminar, se digne a bater um fio pro Lula, pra que ele devorva a grana queu gastei na cautela, corrigido e em ficha de fliper. No Space Invaders, de preferência.
Certo? Então era isso.
Esperando que entenda meus lado, Pede deferimento.
p.p. Dr. Mano Clayton, OAB 1.115.717, CREA 489.548, CRM 225.469, CRC18.985, CRECI 321.652.
Eu, VANDERGLEISSON OLÍMPIO DOS SANTOS, pode ser mano Vander nas intimação (é como meus truta me chama, tá ligado?), se fazendo representar pelo meu chegado, Dr. Mano Clayton, adêva dos bom e estelionatário da hora, venho perante Vossa Magnitude interpor;
CAUTELAR INOMINADA c/c PEDIDO ELIMINAR
Contra a polícia que invadiu o Bingo. Certo?
Bom, caso que o poblema é dois, perfeito? Eu se encontrava divertindo-me no Bingo do Bolacha. Tava alí bem belo, faceiro, quando derrepente entra os gambé tudo armado, e aí magnata... aí a casa caiu.
Maluco, tinha que vê! Não quiseram nem levá um léro. Reçalta-se que até tentei puchá uma conversa, na humildade, mas nada. Aí engrossaram e eu falei: "não embassa, doido! Não tá vendo que eu tô aqui me divertindo, mano? Cês entram como querem na bagaça, sem bater, e zoa com o barato todo aí, dos meu?"
Mas não adiantou nada. Chegaram passando geral, levaram tudo. Foi as máquina de fliper, foi caça-níkeu, e o pior: foi tudo as cautela!!!! E é aí queu chego nos finalmente. Só entrei com esta ação cautelar, por um motivo: eu quero minha cautela de vorta!
Ah, fala sério! Manos vacilão, pá e tal. Faz 12 ano que eu jogo no Bingo do Bolacha e nunca ganhei nem caneta de vale brinde. Aí no dia queu fécho os baguio alí, grito BINGOOO, entra os gambé e passa geral! Cume qui é mano.
Cadê a justiça? Foi eu que comprei a cautela. E agora?
Tá certo queu meio que se exaltei um pouco umas hora lá e disse pros home: "aí, mano, aqui tem pra trocá", "sai quicando que o barato é meu, maluco!"
É, tentei me impor e só levei uns tapaço de mão aberta.
Mas isso não é motivo pra levá meu jogo (e premiado!).
DOS PEDIDO
Assim, dessa forma e posto isso, só venho pedir de vorta minha cautela premiada qué preu buscá o prêmio lá co Bolacha. Pô, na miúda, só entre a gente, magnata: adianta o lado aí, sem ouví os gambé (esnaudita autera partys). É porque se ficá embassando muito, o Bolacha é capaz de fugir com a minha grana e sabe cumé, como dizia um chegado meu, gente boa pra cacete (o mano Menudo, o Sr. conhece?): "camarão que dorme a onda leva".
Caso Vossa Meritríssima não queira acatar minha eliminar, se digne a bater um fio pro Lula, pra que ele devorva a grana queu gastei na cautela, corrigido e em ficha de fliper. No Space Invaders, de preferência.
Certo? Então era isso.
Esperando que entenda meus lado, Pede deferimento.
p.p. Dr. Mano Clayton, OAB 1.115.717, CREA 489.548, CRM 225.469, CRC18.985, CRECI 321.652.
segunda-feira, junho 18, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
Filhos da...
À respeito do apagão aéreo, Dona Marta mandou "relaxar e gozar". Diante do argumento da reporter de que é séria a crise, ela zurrou: "é igual dor de parto. Depois você esquece". No mesmo dia, o prizidente disse, em discurso abertamente chavista, que é tudo culpa da imprensa.
A eles, minha singela homenagem:
DISCURSO SOBRE O FILHO-DA-PUTA
Alberto Pimenta
I
o pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza
diz o pequeno filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-puta
que nascem grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos palmos,
diz ainda
o pequeno filho-da-puta.
o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e
mostra em
tudo quanto faz
e dizque é mesmo
o pequeno filho-da-puta.
no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho em
ser
o pequeno filho-da-puta.
todos
os grandes filhos-da-puta
são reproduções emponto pequeno
do pequeno filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em idéia
todos os
grandes filhos-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.
é o pequeno
filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que ele
precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
o engrandecimentodo grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja, o pequeno filho-da-puta.
II
o grande filho-da-puta
também em certos casos
começa por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa vir um dia a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que já nascem grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos palmos,
diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande
filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em tudo quanto faz
e diz que é mesmo
o grande filho-da-puta.
por isso,
o grande filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o grande filho-da-puta.
todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções
em ponto pequeno
do grande filho-da-puta.
dentro
do grande filho-da-puta
estão em idéia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
tudo o que é bom
para o grande filho-da-puta
não pode deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.
é o grande
filho-da-puta
que dá ao pequeno filho-da-puta
tudo aquilo que o pequeno filho-da-puta
precisa
para ser o pequeno filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
o grande filho-da-puta vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja, o grande filho-da-puta.
A eles, minha singela homenagem:
DISCURSO SOBRE O FILHO-DA-PUTA
Alberto Pimenta
I
o pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza
diz o pequeno filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-puta
que nascem grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos palmos,
diz ainda
o pequeno filho-da-puta.
o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e
mostra em
tudo quanto faz
e dizque é mesmo
o pequeno filho-da-puta.
no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho em
ser
o pequeno filho-da-puta.
todos
os grandes filhos-da-puta
são reproduções emponto pequeno
do pequeno filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em idéia
todos os
grandes filhos-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.
é o pequeno
filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que ele
precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
o engrandecimentodo grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja, o pequeno filho-da-puta.
II
o grande filho-da-puta
também em certos casos
começa por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa vir um dia a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que já nascem grandes
e
filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos palmos,
diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande
filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em tudo quanto faz
e diz que é mesmo
o grande filho-da-puta.
por isso,
o grande filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o grande filho-da-puta.
todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções
em ponto pequeno
do grande filho-da-puta.
dentro
do grande filho-da-puta
estão em idéia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
tudo o que é bom
para o grande filho-da-puta
não pode deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.
é o grande
filho-da-puta
que dá ao pequeno filho-da-puta
tudo aquilo que o pequeno filho-da-puta
precisa
para ser o pequeno filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
de resto,
o grande filho-da-puta vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja, o grande filho-da-puta.
quarta-feira, junho 13, 2007
terça-feira, junho 12, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
quarta-feira, junho 06, 2007
terça-feira, junho 05, 2007
Ai
"Tenta sim. Vai ficar lindo!"
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.
Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue.
Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveaspeludas.com.br
Autoria:
Valéria Semeraro e da Elisa Quadros, do Redatoras de Merda.
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.
Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue.
Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.
De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca.
Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la.
Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveaspeludas.com.br
Autoria:
Valéria Semeraro e da Elisa Quadros, do Redatoras de Merda.
segunda-feira, junho 04, 2007
Habitats
Abrindo a série Habitats, olhaí a foto da espetacular, fenomenal, magnífica, impressionante, esfuziante cozinha da Letícia.
Sabemos o quanto demorou essa obra, mas podemos ver que os milhões investidos foram bem aplicados.
Parabéns Lets!

quinta-feira, maio 31, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
Como ser educado no trabalho
Aprenda a ser educado no trabalho para evitar o stress:
No lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se vai ser possível.
No lugar de: TÔ CAGANDO E ANDANDO.
Usar: Não vejo razão para preocupações.
No lugar de: MAS QUE PORRA, O QUE EU TENHO A VER COM ESTA MERDA?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.
No lugar de: CARALHO!
Usar: Interessante, hein?
No lugar de: FODA-SE. NÃO VAI DAR NEM A PAU.
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização da tarefa.
No lugar de: PUTA MERDA, VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.
No lugar de: E NA BUNDINHA, NÃO VAI NADA?
Usar: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde.
No lugar de: O CARA É UM BOSTA.
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.
No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU.
Usar: Desculpe...
No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU, SEU VIADO.
Usar: Desculpe, senhor.
No lugar de: BANDOS DE FILHOS DA PUTA!
Usar: A Matriz não ficou satisfeita com o resultado do trabalho.
No lugar de: FODA-SE! SE VIRA!
Usar: Infelizmente, não posso ajudar.
No lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO.
Usar: Adoro desafios.
No lugar de: AH, DEU PRO CHEFE?
Usar: Finalmente reconheceram sua competência.
No lugar de: ENFIA ESSA MERDA NO CU.
Usar: Está muito bom, mas, por favor, refaça esta parte do trabalho.
No lugar de: AH, SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO.
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.
No lugar de: ESTA MERDA TÁ INDO PRO BURACO.
Usar: Os índices de produtividade da empresa estão apresentando uma queda sensível.
No lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ.
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.
No lugar de: EU SABIA QUE IA DAR MERDA.
Usar: Desculpe, eu poderia ter avisado, se fosse consultado.
No lugar de: OH CACETE! VAI SAIR CAGADA DE NOVO.
Usar: Apesar do esforço, teremos outra não conformidade.
No lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se vai ser possível.
No lugar de: TÔ CAGANDO E ANDANDO.
Usar: Não vejo razão para preocupações.
No lugar de: MAS QUE PORRA, O QUE EU TENHO A VER COM ESTA MERDA?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.
No lugar de: CARALHO!
Usar: Interessante, hein?
No lugar de: FODA-SE. NÃO VAI DAR NEM A PAU.
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização da tarefa.
No lugar de: PUTA MERDA, VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.
No lugar de: E NA BUNDINHA, NÃO VAI NADA?
Usar: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde.
No lugar de: O CARA É UM BOSTA.
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.
No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU.
Usar: Desculpe...
No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU, SEU VIADO.
Usar: Desculpe, senhor.
No lugar de: BANDOS DE FILHOS DA PUTA!
Usar: A Matriz não ficou satisfeita com o resultado do trabalho.
No lugar de: FODA-SE! SE VIRA!
Usar: Infelizmente, não posso ajudar.
No lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO.
Usar: Adoro desafios.
No lugar de: AH, DEU PRO CHEFE?
Usar: Finalmente reconheceram sua competência.
No lugar de: ENFIA ESSA MERDA NO CU.
Usar: Está muito bom, mas, por favor, refaça esta parte do trabalho.
No lugar de: AH, SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO.
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.
No lugar de: ESTA MERDA TÁ INDO PRO BURACO.
Usar: Os índices de produtividade da empresa estão apresentando uma queda sensível.
No lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ.
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.
No lugar de: EU SABIA QUE IA DAR MERDA.
Usar: Desculpe, eu poderia ter avisado, se fosse consultado.
No lugar de: OH CACETE! VAI SAIR CAGADA DE NOVO.
Usar: Apesar do esforço, teremos outra não conformidade.
segunda-feira, maio 28, 2007
Promoção
PARTICIPE DA PROMOÇÃO!!!!!
ADIVINHE QUAL ALUNO ESTÁ COM SONO E GANHE UMA VIAGEM PARA HONG KONG!!!!

quinta-feira, maio 24, 2007
Censura, a volta
Quase passou batido por mim (que, confesso, tenho visto pouco jornal), mas acabei lendo na coluna do Diogo Mainardi o que considero ser a grande ameaça dos últimos tempos.
Diogo tem, há algum tempo, discutido a Portaria 264 que, no final das contas, dá ao governo o poder de decidir o que podemos ou não assistir e/ou dizer. Lembra alguma coisa?
Reinaldo Azevedo também tem comentado o assunto, tendo, inclusive, disponibilizado em seu blog os links da Portaria e do texto da lei chavista que permitiu ao ditador sul-americano fechar a única TV privada assistida em todo país. Iguais.
Transcrevo da coluna do Diogo o que disse o próximo Czar da censura lulista, caso a portaria seja aprovada.
O diretor do Departamento de Justiça e Classificação, José Eduardo Romão, é o grande defensor da Portaria 264. Na semana passada, irritado com as emissoras de TV, ele ameaçou “mudar o nível” do ataque do governo. Declarou numa entrevista que , a partir de agora, “passará a discutir a questão das concessões de rádio e televisão”. As emissoras, segundo ele, falam “como se fossem indivíduos privados titulares de direitos à liberdade de expressão, mas não o são. São titulares de concessões dadas pelo estado brasileiro”.
Ou eu desaprendi a ler, ou essa foi a mais explícita ameaça às liberdades já dita neçepaíz.
Essa portaria, aliada ao desavergonhado e estúpido projeto de controle da internet proposto pelo Eduardo Azeredo, me leva a crer que Lula é só um despiste. Ele fica por aí, divertindo-nos e envergonhado-nos com sua ignorância, enquanto seus cúmplices tratam de por em pé o projeto “30 anos no poder”.
Diogo tem, há algum tempo, discutido a Portaria 264 que, no final das contas, dá ao governo o poder de decidir o que podemos ou não assistir e/ou dizer. Lembra alguma coisa?
Reinaldo Azevedo também tem comentado o assunto, tendo, inclusive, disponibilizado em seu blog os links da Portaria e do texto da lei chavista que permitiu ao ditador sul-americano fechar a única TV privada assistida em todo país. Iguais.
Transcrevo da coluna do Diogo o que disse o próximo Czar da censura lulista, caso a portaria seja aprovada.
O diretor do Departamento de Justiça e Classificação, José Eduardo Romão, é o grande defensor da Portaria 264. Na semana passada, irritado com as emissoras de TV, ele ameaçou “mudar o nível” do ataque do governo. Declarou numa entrevista que , a partir de agora, “passará a discutir a questão das concessões de rádio e televisão”. As emissoras, segundo ele, falam “como se fossem indivíduos privados titulares de direitos à liberdade de expressão, mas não o são. São titulares de concessões dadas pelo estado brasileiro”.
Ou eu desaprendi a ler, ou essa foi a mais explícita ameaça às liberdades já dita neçepaíz.
Essa portaria, aliada ao desavergonhado e estúpido projeto de controle da internet proposto pelo Eduardo Azeredo, me leva a crer que Lula é só um despiste. Ele fica por aí, divertindo-nos e envergonhado-nos com sua ignorância, enquanto seus cúmplices tratam de por em pé o projeto “30 anos no poder”.
quarta-feira, maio 23, 2007
Dicionário alemão, de "A" a "Z"
APELHA - (s.f.) - Inseto foador que faprica o mel. Fife em golméias. Muito perrigossas, bois quando bicam doe pastante. Alguns xente bõem querozene ou mixam em cima, bara alifiar a feroada. O mel é muito abreciado bara vazer remédios, em doces ou brá colocar no gachasa.
BALHA - (s.f.) - Casca te milho, muito utilizada em cicarros ou bara limpar o punda no fazenda.
BALHERO - (s.m.) - Cicarro feido com balha te milho. Os mais felhos costumam guardar o balhero em cima ta orelha, que fica com um coloraçon amarelada e fetorenta que non sai mais. Pode tomar quantos panhos quisser, que non sai.
BIBOGA - (s.f.) - Comida que fem to milho, é vrito em panha e sal.
CARETA - (s.f.) - Expresson to cara que transforma o rosto ta pessoa. Cheralmente quem xá é feio fica ainda mais feio. 2) Certo caro puxado por xuntas de pois ou cafalos.
CATOFLA - (s.f.) - Patata. Geralmente preparada assada, cozida ou vrita.
CHÁ - (ad.) - Logo, agora, neste momento.
CICARRO - (s.m.) - Tubo te papel ou balha, recheado te fumo picado, que se acende num ponta e chupa no otra.
CRITA - (v.) - Ato de critar, berar, aumentar o volume ta voz, cheralmente quanto vala com surdo ou quando se pede algo bara peper ao garçon.
DOALHA - (s.f.) - Coisa te pano. Tem fários tipos: bara colocar no mesa, bara se secar depos to panho, bara secar bartes íntimas, tepois te vazer fuck-fuck.
FUSSPAL - (s.m.) - Esborte muito abreciado, em que se usa uma pola te couro, tois times com onze te cada lado, tuas coleiras e alguns curis bara puscar as polas, quando são chutadas bara longe. Quem conseguir colocar mais polas dentro ta coleira do outro, é o canhador.
JUDERAS - (s.f.) - Zapato te couro, utilizado bara a brática to fusspal.
GACHASA - (s.f.) - Aguardende. Depois to chopp, é a pepida mais consumida por alemoada. Cheralmente servida bura ou misturada com limon.
LOMPINHO - (s.m.) - Carne te porco muito abreciada. É servida assada ou vrita.
PAGAXI - (s.m.) - Fruta esbinhenta, muito abreciada bura ou com otras frutas, tais como bera, maçan, mamon, melon e ufa. Os mais gachaceiros fazem um oco no pagaxi e tentro bõem o cachasa. Depois, sugan com pomba te chimaron ou canutinho.
PANDA - (s.f.) - É um crupo te amigos, que se xunta bara fazer música. Norrmalmente, tem bor nome pandinha.
PAR - (s.m.) - O mesmo que botega, policho, armacem que serve pepidas e tira-gosto, como toresmo, quecho, mortadela, ofo cozido, etc.
PARACO - (s.m.) - Habitaçon pobre, humilde, sem água, sem luxa, sem borra nenhuma.
PARALHO - (s.m.) - Xogo de cartas. Muito abreciado nos pares e casas te família.
PIA - (s.f.) - No Brrasil também conhecida por lourra ou xelada. É um pepida veita a bartir do cevata, muito abreciada em pares e vestas.
PIÇAR - (v.) - Caminhar no grama, caminhar no talçada; Ex.: Non piça no minha crama, vagapundo! 2) (g.) - Piçar no domate, icual a facer cagata.
PIZICLETA - (s.f.) - Meio te transporte te dois rodas, com traçon humana. Tem bedais e coreia.
POI - (s.m.) - Touro castrado, sem saca. Sem saca, non trépa. Non trepando, engorda. Gorrdo, é matado tom mareta.
POLZA - (s.f.) - Pjeto que serve bara caregar vários coisa. Tem vários dipos: polza te mulher, polza bara lixo, polza te subermercado e polza te açons financerras (que non sei o que é).
REBUCHO - (s.m.) - Eveito ta maré, depos te bater no praia, os ondas voltam bara o mar.
TIARÉIA - (s.f.) - Distúrbia dos tripas. Muito comum para quem come panana com gachasa e toresmo com chimaron, ou bebe pia xelada com linqüiça quende. É tão ruim o tiaréia, que deixa o xente suato e amarelo. O xente diz pros mais íntimos: tô mixando pelo punda, rapaiz!
XAROBE - (s.m.) - Remédio cheralmente feito te ervas ou com mel e agrion. Muito inticado nos resvriados fortes, com muita tosse. 2) indíviduo chato, que gosta te imbortunar, ou algo que não se goste.
Ex.: A rádio ta Frida só toca música xarobe!
XOTA - (s.m.) - Técima letra to alfabeto.
XUNTO - (adj.) - Acompanhado te algo ou alguém. Facer alguma coisa com alguém. 2) - (v.) - Ato te xuntar alguma coisa. Ex.: O Fritz xuntô a carta do paralho da chon.
ZIM - (ex.) - O que diz pessoa que concorrda, aceida, deixa. Pessoa que sempre diz zim é conhecida bor concordino.
BALHA - (s.f.) - Casca te milho, muito utilizada em cicarros ou bara limpar o punda no fazenda.
BALHERO - (s.m.) - Cicarro feido com balha te milho. Os mais felhos costumam guardar o balhero em cima ta orelha, que fica com um coloraçon amarelada e fetorenta que non sai mais. Pode tomar quantos panhos quisser, que non sai.
BIBOGA - (s.f.) - Comida que fem to milho, é vrito em panha e sal.
CARETA - (s.f.) - Expresson to cara que transforma o rosto ta pessoa. Cheralmente quem xá é feio fica ainda mais feio. 2) Certo caro puxado por xuntas de pois ou cafalos.
CATOFLA - (s.f.) - Patata. Geralmente preparada assada, cozida ou vrita.
CHÁ - (ad.) - Logo, agora, neste momento.
CICARRO - (s.m.) - Tubo te papel ou balha, recheado te fumo picado, que se acende num ponta e chupa no otra.
CRITA - (v.) - Ato de critar, berar, aumentar o volume ta voz, cheralmente quanto vala com surdo ou quando se pede algo bara peper ao garçon.
DOALHA - (s.f.) - Coisa te pano. Tem fários tipos: bara colocar no mesa, bara se secar depos to panho, bara secar bartes íntimas, tepois te vazer fuck-fuck.
FUSSPAL - (s.m.) - Esborte muito abreciado, em que se usa uma pola te couro, tois times com onze te cada lado, tuas coleiras e alguns curis bara puscar as polas, quando são chutadas bara longe. Quem conseguir colocar mais polas dentro ta coleira do outro, é o canhador.
JUDERAS - (s.f.) - Zapato te couro, utilizado bara a brática to fusspal.
GACHASA - (s.f.) - Aguardende. Depois to chopp, é a pepida mais consumida por alemoada. Cheralmente servida bura ou misturada com limon.
LOMPINHO - (s.m.) - Carne te porco muito abreciada. É servida assada ou vrita.
PAGAXI - (s.m.) - Fruta esbinhenta, muito abreciada bura ou com otras frutas, tais como bera, maçan, mamon, melon e ufa. Os mais gachaceiros fazem um oco no pagaxi e tentro bõem o cachasa. Depois, sugan com pomba te chimaron ou canutinho.
PANDA - (s.f.) - É um crupo te amigos, que se xunta bara fazer música. Norrmalmente, tem bor nome pandinha.
PAR - (s.m.) - O mesmo que botega, policho, armacem que serve pepidas e tira-gosto, como toresmo, quecho, mortadela, ofo cozido, etc.
PARACO - (s.m.) - Habitaçon pobre, humilde, sem água, sem luxa, sem borra nenhuma.
PARALHO - (s.m.) - Xogo de cartas. Muito abreciado nos pares e casas te família.
PIA - (s.f.) - No Brrasil também conhecida por lourra ou xelada. É um pepida veita a bartir do cevata, muito abreciada em pares e vestas.
PIÇAR - (v.) - Caminhar no grama, caminhar no talçada; Ex.: Non piça no minha crama, vagapundo! 2) (g.) - Piçar no domate, icual a facer cagata.
PIZICLETA - (s.f.) - Meio te transporte te dois rodas, com traçon humana. Tem bedais e coreia.
POI - (s.m.) - Touro castrado, sem saca. Sem saca, non trépa. Non trepando, engorda. Gorrdo, é matado tom mareta.
POLZA - (s.f.) - Pjeto que serve bara caregar vários coisa. Tem vários dipos: polza te mulher, polza bara lixo, polza te subermercado e polza te açons financerras (que non sei o que é).
REBUCHO - (s.m.) - Eveito ta maré, depos te bater no praia, os ondas voltam bara o mar.
TIARÉIA - (s.f.) - Distúrbia dos tripas. Muito comum para quem come panana com gachasa e toresmo com chimaron, ou bebe pia xelada com linqüiça quende. É tão ruim o tiaréia, que deixa o xente suato e amarelo. O xente diz pros mais íntimos: tô mixando pelo punda, rapaiz!
XAROBE - (s.m.) - Remédio cheralmente feito te ervas ou com mel e agrion. Muito inticado nos resvriados fortes, com muita tosse. 2) indíviduo chato, que gosta te imbortunar, ou algo que não se goste.
Ex.: A rádio ta Frida só toca música xarobe!
XOTA - (s.m.) - Técima letra to alfabeto.
XUNTO - (adj.) - Acompanhado te algo ou alguém. Facer alguma coisa com alguém. 2) - (v.) - Ato te xuntar alguma coisa. Ex.: O Fritz xuntô a carta do paralho da chon.
ZIM - (ex.) - O que diz pessoa que concorrda, aceida, deixa. Pessoa que sempre diz zim é conhecida bor concordino.
terça-feira, maio 22, 2007
Operação panos quentes
40 coisas que um HOMEM PELADO não pode ouvir
1. Eu já fumei cigarros mais grossos que isso.
2. Ahhh, que meigo.
3. Nós poderíamos apenas ficar abraçados.
4. Você sabia que tem uma cirurgia para consertar isso?
6. Posso desenhar aquela carinha feliz nele?
7. Uau, e seu pé era tão grande.
8. Tudo bem, nós vamos trabalhar em cima disso.
9. Ele vai fazer algum som se eu apertá-lo?
10. Ai, de repente me deu uma dor de cabeça...
11. (ri e aponta)
12. Posso ser honesta com você?
13. Que lindo, você trouxe incenso...
14. Isso explica o seu carro.
15. Talvez se a gente regar ele cresce.
16. Por que Deus está me punindo?
17. Pelo menos isso não vai demorar muito.
18. Eu nunca vi nada igual a isso antes.
19. Mas ele ainda funciona, né?
20. Ele tá parecendo um pouquinho usado.
21. Talvez ele tenha uma aparência melhor na luz natural.
22. Por que nós não pulamos direto pra parte do cigarro?
23. Você está com frio?
24. Se você me embebedar primeiro...
25. Mas como "já está duro"?
26. O que é isso???
27. Sorte sua que você tem muitos outros talentos.
28. Ele vem com um compressor de ar?
29. Isso tá parecendo isca de peixe.
30. Então é por isso que você sempre julga as pessoas pela personalidade.
31. Se eu tocar uma flauta adianta alguma coisa?
32. Será que hoje ele está de folga e não avisou?
33. Ele se encolhe quando está com medo?
34. Credo...
35. E depois dizem que é a nossa que cheira a peixe...
36. Posso chacoalhar?
37. O que acontece se eu puxar aqui?
38. E você ainda usa uma peça de roupa a mais só pra segurar isso?
39. Tadinho!
40. Oi, bilau! Será que você pode chamar o seu pai?
1. Eu já fumei cigarros mais grossos que isso.
2. Ahhh, que meigo.
3. Nós poderíamos apenas ficar abraçados.
4. Você sabia que tem uma cirurgia para consertar isso?
6. Posso desenhar aquela carinha feliz nele?
7. Uau, e seu pé era tão grande.
8. Tudo bem, nós vamos trabalhar em cima disso.
9. Ele vai fazer algum som se eu apertá-lo?
10. Ai, de repente me deu uma dor de cabeça...
11. (ri e aponta)
12. Posso ser honesta com você?
13. Que lindo, você trouxe incenso...
14. Isso explica o seu carro.
15. Talvez se a gente regar ele cresce.
16. Por que Deus está me punindo?
17. Pelo menos isso não vai demorar muito.
18. Eu nunca vi nada igual a isso antes.
19. Mas ele ainda funciona, né?
20. Ele tá parecendo um pouquinho usado.
21. Talvez ele tenha uma aparência melhor na luz natural.
22. Por que nós não pulamos direto pra parte do cigarro?
23. Você está com frio?
24. Se você me embebedar primeiro...
25. Mas como "já está duro"?
26. O que é isso???
27. Sorte sua que você tem muitos outros talentos.
28. Ele vem com um compressor de ar?
29. Isso tá parecendo isca de peixe.
30. Então é por isso que você sempre julga as pessoas pela personalidade.
31. Se eu tocar uma flauta adianta alguma coisa?
32. Será que hoje ele está de folga e não avisou?
33. Ele se encolhe quando está com medo?
34. Credo...
35. E depois dizem que é a nossa que cheira a peixe...
36. Posso chacoalhar?
37. O que acontece se eu puxar aqui?
38. E você ainda usa uma peça de roupa a mais só pra segurar isso?
39. Tadinho!
40. Oi, bilau! Será que você pode chamar o seu pai?
segunda-feira, maio 21, 2007
Millor é phodda (2)!
"Parabéns, Lula, pelos feitos do seu governo. Mas vou lhe dizer só uma coisa - meus píncaros já foram mais altos."
"A China comprova. Para o comunismo dar certo só faltava o capital."
(Millor Fernandes)
"A China comprova. Para o comunismo dar certo só faltava o capital."
(Millor Fernandes)
sexta-feira, maio 18, 2007
Entrevista e etc.

Tá bom.
Já passou um tempo e dá pra falar da “entrevista” do Lula com uma certa distância.
Pra quem não viu, a coisa foi assim: 15 perguntas, uma pergunta para cada jornalista, sem direito a réplica. Por quê? Bem, porque assim o presidente fica com a última palavra e também impede que se aprofunde no tema.
A única réplica permitida foi a um jornalista da Band. Ué, essa não é aquela Band que dá apoio inconteste ao presidente? Não é daonde saiu o nosso isento ministro Franklin Martins? Não é aquela que é sócia do Lulinha, o gênio da comunicação?
Deixa de pensar besteira! Isso é apenas coincidência, nada mais.
Bom, voltemos. Mesmo com todos esses cuidados, Noço Guia ainda conseguiu se enrolar. Disse, entre outras, que não sabia (novidade!) porque o Ibama estava em greve. Que a Bolívia é dona de seus recursos naturais (naturalmente) e que ela vende ao brasil se quiser (claro), mas que ele – e ele caprichou no tom de voz durão – esperava que os contratos, quando os tivesse, fossem cumpridos. Ué, era isso que estava acontecendo até agora?
Disse também que os outros países latino-americanos viam o brasil como um pais imperialista. E que eles tinham razão de pensar assim. Essa eu sinceramente não entendi. O que é ser imperialista? É ser o maior país do continente, e, por isso, ameaçador? Qual a solução? Fatiar? Ou ser imperialista é cuidar dos interesses do país e de seu povo? Se for, eu quero ser imperialista.
Isto posto, restam algumas perguntas:
Disse também que os outros países latino-americanos viam o brasil como um pais imperialista. E que eles tinham razão de pensar assim. Essa eu sinceramente não entendi. O que é ser imperialista? É ser o maior país do continente, e, por isso, ameaçador? Qual a solução? Fatiar? Ou ser imperialista é cuidar dos interesses do país e de seu povo? Se for, eu quero ser imperialista.
Isto posto, restam algumas perguntas:
- Pra que serve uma entrevista encomendada?
- Se estava tudo armado, porque o presidente não conseguiu se sair melhor?
- Porque jornalistas sérios aceitam participar desse circo?
- Falando em circo, somos todos palhaços para acompanhar a segunda entrevista coletiva do homem em cinco anos de governo, quando, durante a campanha para a reeleição, ele jurou que falaria “quase todo dia com os jornalistas”?
Taí. Quem quiser, responda.
Propaganda político partidária
Ontem teve propaganda político partidária do PT. Esse tipo de propaganda “gratuita” serve, antes de tudo, para encher o nosso saco. Apesar disso, assisti com a atenção que pude.
Lembram que durante a campanha para o re-governo a ordem era afastar a imagem do PT, afundado em escândalos de corrupção e até crimes contra a vida? Pois bem, a ordem agora é fazer o caminho inverso. Ligar ao máximo a imagem do PT ao governo. A frase mais repetida ontem foi “o governo do presidente Lula, o governo do PT...”.
Será que eles resolveram sentir orgulho do PT agora, ou será que é porque, até segunda ordem, Lula não pode se reeleger a um terceiro mandato, o que possivelmente feriria de morte o partido?
Sei não. Acho que é coincidência de novo.
Pra terminar, uma singela frase do Grande Timoneiro, destacada hoje na coluna do Cláudio Humberto:
“Como sindicalista eu só precisava xingar o governo”
(Presidente Lula admitindo que atacava os governantes sem muito conhecimento)
Pelo menos é honesto.
quarta-feira, maio 16, 2007
Redação
Eis uma redação de uma aluna do curso de Letras, da UFPE(Universidade Federal de Pernambuco - Recife) que saiu vencedora de um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Não revelado o nome da autora
Enviado pela Leticia
"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Não revelado o nome da autora
Enviado pela Leticia
terça-feira, maio 15, 2007
Pensamento do mês, do ano, do século
"Que bom seria se um deputado pegasse febre aftosa...
poderíamos, então, sacrificar todo o rebanho!"
poderíamos, então, sacrificar todo o rebanho!"
A máquina do tempo
Quando Albert Einstein anunciou a sua Teoria da Relatividade, em 1905, viajar no tempo - pelo menos em teoria - deixou de ser algo impossível.
Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos. Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou?
Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo - e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luis Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:
- O que é isso, companheiro?
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.
- Onde eu tô?
- No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!
- Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?
- Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!
- Eu ganhei?
- Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!
- Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!
E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.
- Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?
- Não, Presidente, é a Marisa Letícia.
- Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?
- É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos!
- Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?
- Não, presidente. Esse é o futuro!
- AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu?
- O senhor cortou relações com eles.
- Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?
- Pois é...
- E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?
- Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.
- Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!
- Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!
- Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?
- É o futuro, Presidente.
- E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?
- Aquela é a Marta Suplicy, Presidente.
- Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!
- Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.
- Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo.
- Perigo?!
- É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo.
- Bem-vindo a 2007, Presidente.
Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos. Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou?
Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo - e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luis Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:
- O que é isso, companheiro?
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.
- Onde eu tô?
- No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!
- Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?
- Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!
- Eu ganhei?
- Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!
- Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!
E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.
- Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?
- Não, Presidente, é a Marisa Letícia.
- Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?
- É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos!
- Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?
- Não, presidente. Esse é o futuro!
- AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu?
- O senhor cortou relações com eles.
- Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?
- Pois é...
- E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?
- Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.
- Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!
- Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!
- Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?
- É o futuro, Presidente.
- E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?
- Aquela é a Marta Suplicy, Presidente.
- Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!
- Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.
- Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo.
- Perigo?!
- É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo.
- Bem-vindo a 2007, Presidente.
segunda-feira, maio 14, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
Não gosto do Jabor, mas de vez em quando ele acerta
Comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
"A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário De Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lulla' até pode ter Amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando-se, portanto, um ato de censura."
Em outro trecho:
"Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!"
O texto:
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
( ARNALDO JABOR )
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,"explicáveis" demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.
Isto é uma situação inédita na História brasileira.
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo.
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz.
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.
Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade,
Viram-lhe as costas passam-lhe a mão nas nádegas.
A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e Comandante em "vítima".
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem.
A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me:
"Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?".
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República.
São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-Petistas clamam:
"Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?".
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista".
Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.
Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem:
"Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!".
Atesto e dou fé!
"A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário De Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lulla' até pode ter Amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando-se, portanto, um ato de censura."
Em outro trecho:
"Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!"
O texto:
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
( ARNALDO JABOR )
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,"explicáveis" demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.
Isto é uma situação inédita na História brasileira.
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo.
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz.
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.
Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade,
Viram-lhe as costas passam-lhe a mão nas nádegas.
A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e Comandante em "vítima".
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem.
A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me:
"Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?".
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República.
São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-Petistas clamam:
"Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?".
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista".
Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.
Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem:
"Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!".
Atesto e dou fé!
quinta-feira, maio 10, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
Pro Roberto Carlos (e pro Fábio...)
Pesadelo
Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
(Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro)
Ó o link pro livro proibido:
http://www.escriba.org/blog/wp-content/uploads/2007/05/paulo-cesar-de-araujo-roberto-carlos-em-detalhesrev.pdf
Ele proíbe, nóis mostra.
Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
(Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro)
Ó o link pro livro proibido:
http://www.escriba.org/blog/wp-content/uploads/2007/05/paulo-cesar-de-araujo-roberto-carlos-em-detalhesrev.pdf
Ele proíbe, nóis mostra.
Noço Guia e o papa
Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela primeira vez, estávamos em transição do regime militar para a democracia.
O presidente era João Batista de Oliveira Figueiredo.
O Papa perguntou ao Presidente o motivo de ter tantos ministros, ao que obteve como resposta:
Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 ministros.
Em 2007, quando o Papa Bento XVI chegar ao Brasil e perguntar ao Lula para que 34 ministros?
O molusco, certamente, responderá:
Veja bem, companheiro santidade... Ali Babá num tinha 40 ladrões? Tô quase lá...
Enviado pela Malu
O presidente era João Batista de Oliveira Figueiredo.
O Papa perguntou ao Presidente o motivo de ter tantos ministros, ao que obteve como resposta:
Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 ministros.
Em 2007, quando o Papa Bento XVI chegar ao Brasil e perguntar ao Lula para que 34 ministros?
O molusco, certamente, responderá:
Veja bem, companheiro santidade... Ali Babá num tinha 40 ladrões? Tô quase lá...
Enviado pela Malu
terça-feira, maio 08, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
Dicas de Consultoria
Como os consultores podem fazer a diferença numa empresa.
Semana passada levamos alguns amigos para um novo restaurante. Percebemos que o garçom que anotava nossos pedidos carregava uma colher no bolso de sua camisa, o que era meio estranho.
Quando o auxiliar de garçom nos trouxe água e talheres, percebi que ele também carregava uma colher no bolso da camisa. Olhei ao redor e vi que todos os funcionários do restaurante tinham colheres nos bolsos de suas camisas. Quando nosso garçom retornou para nos servir o primeiro prato, perguntei-lhe:
- Por que a colher no bolso?
- Bem, ele disse, os proprietários do restaurante chamaram a Consultoria WWW para melhorar todos os nossos atendimentos. Após vários meses de análises, concluíram que a colher é o talher que mais cai no chão. Isso significa uma freqüência de, aproximadamente, 3 colheres, por mesa, por hora. Com o nosso pessoal melhor preparado, podemos reduzir o número de viagens à cozinha, para buscar colheres limpas, e isso significa uma redução em 15 homens-hora por turno.
Coincidentemente, derrubei minha colher e ele pôde substituí-la, de imediato, com a sua colher sobressalente.
- Irei buscar uma nova colher, na próxima vez que for à cozinha, ao invés de ir especialmente até lá para essa tarefa, ele disse.
Fiquei muito bem impressionado.
Aí, percebi que havia um barbante pendurado para fora do zíper de sua calça. Olhando em volta, vi que todos os garçons tinham um barbante similar para fora de suas calças.
Antes que o garçom se afastasse de nossa mesa, perguntei-lhe:
- Desculpe-me, mas pode me explicar porque você tem um barbante pendurado bem aí?
- Certamente, ele respondeu.
Aí ele abaixou a voz e disse:
- Não são todos que observam isso. A empresa de consultoria que lhe mencionei, também descobriu que podemos ganhar tempo no banheiro. Amarrando esse barbante o senhor sabe aonde, podemos puxá-lo sem encostar "naquilo", e isso elimina a necessidade de lavarmos as mãos, reduzindo o tempo gasto no lavatório em 76.39%.
- E como é que você guarda o dito cujo, após "usá-lo"? - perguntei ingenuamente.
- Bem, ele sussurrou, eu não sei sobre os meus colegas, mas eu uso a colher .
Semana passada levamos alguns amigos para um novo restaurante. Percebemos que o garçom que anotava nossos pedidos carregava uma colher no bolso de sua camisa, o que era meio estranho.
Quando o auxiliar de garçom nos trouxe água e talheres, percebi que ele também carregava uma colher no bolso da camisa. Olhei ao redor e vi que todos os funcionários do restaurante tinham colheres nos bolsos de suas camisas. Quando nosso garçom retornou para nos servir o primeiro prato, perguntei-lhe:
- Por que a colher no bolso?
- Bem, ele disse, os proprietários do restaurante chamaram a Consultoria WWW para melhorar todos os nossos atendimentos. Após vários meses de análises, concluíram que a colher é o talher que mais cai no chão. Isso significa uma freqüência de, aproximadamente, 3 colheres, por mesa, por hora. Com o nosso pessoal melhor preparado, podemos reduzir o número de viagens à cozinha, para buscar colheres limpas, e isso significa uma redução em 15 homens-hora por turno.
Coincidentemente, derrubei minha colher e ele pôde substituí-la, de imediato, com a sua colher sobressalente.
- Irei buscar uma nova colher, na próxima vez que for à cozinha, ao invés de ir especialmente até lá para essa tarefa, ele disse.
Fiquei muito bem impressionado.
Aí, percebi que havia um barbante pendurado para fora do zíper de sua calça. Olhando em volta, vi que todos os garçons tinham um barbante similar para fora de suas calças.
Antes que o garçom se afastasse de nossa mesa, perguntei-lhe:
- Desculpe-me, mas pode me explicar porque você tem um barbante pendurado bem aí?
- Certamente, ele respondeu.
Aí ele abaixou a voz e disse:
- Não são todos que observam isso. A empresa de consultoria que lhe mencionei, também descobriu que podemos ganhar tempo no banheiro. Amarrando esse barbante o senhor sabe aonde, podemos puxá-lo sem encostar "naquilo", e isso elimina a necessidade de lavarmos as mãos, reduzindo o tempo gasto no lavatório em 76.39%.
- E como é que você guarda o dito cujo, após "usá-lo"? - perguntei ingenuamente.
- Bem, ele sussurrou, eu não sei sobre os meus colegas, mas eu uso a colher .
sábado, maio 05, 2007
O sapo - uma análise lulista
O sapo não lava o pé.
(A miséria que aflinge o submundo capitalista impede a higiene animal deste mamifero)
Não lava porque não quer.
(Neoliberais porco-burgueses tentam transparecer que o caso se trata de uma escolha livre e individual, quando sabemos que o Sapo é historicamente vitima de um modelo concentrador de higiene)
Ele mora lá na lagoa
(Uma mentira. O Companheiro Sapo a muito tempo luta pela causa nas fileiras do Movimento dos Sem Lagoa. Os neoliberais acham que uma poça de agua é um teto!)
E não lava o pé
(a miséria que aflinge o submundo capitalista impede a higiene animal deste mamifero)
Por que não quer
(Ele não tem escolha, é obrigado pelo atual modelo a ficar privado desta higiene. Trata-se da prova cabal do fracasso capitalista na lagoa.)
MAS QUE CHULÉ
(Além de ser historicamente explorado, agora o companheiro mamifero é vitima do preconceito social, que condena maginalidade os companheiros com chulé, historicamente explorados pelos porcos sem chulé).
(A miséria que aflinge o submundo capitalista impede a higiene animal deste mamifero)
Não lava porque não quer.
(Neoliberais porco-burgueses tentam transparecer que o caso se trata de uma escolha livre e individual, quando sabemos que o Sapo é historicamente vitima de um modelo concentrador de higiene)
Ele mora lá na lagoa
(Uma mentira. O Companheiro Sapo a muito tempo luta pela causa nas fileiras do Movimento dos Sem Lagoa. Os neoliberais acham que uma poça de agua é um teto!)
E não lava o pé
(a miséria que aflinge o submundo capitalista impede a higiene animal deste mamifero)
Por que não quer
(Ele não tem escolha, é obrigado pelo atual modelo a ficar privado desta higiene. Trata-se da prova cabal do fracasso capitalista na lagoa.)
MAS QUE CHULÉ
(Além de ser historicamente explorado, agora o companheiro mamifero é vitima do preconceito social, que condena maginalidade os companheiros com chulé, historicamente explorados pelos porcos sem chulé).
sexta-feira, maio 04, 2007
Best site ever!
Amiguinhos, achei esse site ótimo. Infelizmente é em inglês.
O dono dele fica fuçando no Departamento de Registro de Patentes americano e seleciona as patentes mais bizarras.
Pra quem entende, os comentários dele são impagáveis.
Fiquei parecendo um idiota rindo a tarde toda aqui no escritório.
Ó o link:
http://www.patentlysilly.com
Vale a pena uma conferida.
O dono dele fica fuçando no Departamento de Registro de Patentes americano e seleciona as patentes mais bizarras.
Pra quem entende, os comentários dele são impagáveis.
Fiquei parecendo um idiota rindo a tarde toda aqui no escritório.
Ó o link:
http://www.patentlysilly.com
Vale a pena uma conferida.
quinta-feira, maio 03, 2007
Deputados vão ganhar R$ 50 mil no Amazonas
De O Estado de S.Paulo, hoje:
"Os 24 deputados do Amazonas passarão a receber cerca de R$ 50 mil a partir deste mês. Resolução do presidente da Assembléia Legislativa, Belarmino Lins (PMDB), publicada no Diário Oficial do Estado, criou uma verba extra de R$ 11,2 mil para cada um, acompanhando o aumento da verba indenizatória dos deputados federais.
O impacto anual para os cofres públicos será de R$ 3,2 milhões. Além dessa verba extra, cada deputado recebe salário de R$ 9,6 mil, cota-transporte de R$ 12 mil (para passagens aéreas) e a verba de gabinete, de cerca de R$ 39 mil. O valor próximo a R$ 50 mil é bem superior ao teto de R$ 22 mil estipulado para os servidores, com base no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)."
Só acontece comigo: me mudo pra Brasólia, e a mamata vai pro Amazonas!
"Os 24 deputados do Amazonas passarão a receber cerca de R$ 50 mil a partir deste mês. Resolução do presidente da Assembléia Legislativa, Belarmino Lins (PMDB), publicada no Diário Oficial do Estado, criou uma verba extra de R$ 11,2 mil para cada um, acompanhando o aumento da verba indenizatória dos deputados federais.
O impacto anual para os cofres públicos será de R$ 3,2 milhões. Além dessa verba extra, cada deputado recebe salário de R$ 9,6 mil, cota-transporte de R$ 12 mil (para passagens aéreas) e a verba de gabinete, de cerca de R$ 39 mil. O valor próximo a R$ 50 mil é bem superior ao teto de R$ 22 mil estipulado para os servidores, com base no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)."
Só acontece comigo: me mudo pra Brasólia, e a mamata vai pro Amazonas!
Fábio terminando o namoro
Prezada Otaviana de Albuquerque Pereira Lima da Silva e Souza,
Face aos acontecimentos de nosso relacionamento, venho por meio desta, na qualidade de homem que sou, apesar de V Sa. não me deixar demonstrar, uma vez que não me foi permitido devassar vossa lascívia, retratar-me formalmente, de todos os termos até então empregados à sua pessoa, o que faço com supedâneo no que segue:
A) DA INICIAL MÁ-FÉ DE VOSSA SENHORIA:
1. CONSIDERANDO QUE nos conhecemos na balada e que nem precisei perguntar seu nome direito, para logo chegar te beijando;
1.2. CONSIDERANDO seu olhar de tarada enquanto dançava na pista esperando eu me aproximar.
1.3. CONSIDERANDO QUE com os beijos nervosos que trocamos naquela noite, V.Sa. me induziu a crer que logo estaríamos explorando nossos corpos, em incessante e incansável atividade sexual. Passei então, a me encontrar com Vossa Senhoria.
B) DOS PREJUÍZOS EXPERIMENTADOS:
2. CONSIDERANDO QUE fomos ao cinema e fui eu quem paguei as entradas, sem se falar no jantar após o filme.
2. 2. CONSIDERANDO QUE já levei Vossa Senhoria em boates das mais badaladas e caras, sendo certo que fui eu, de igual sorte, quem bancou os gastos.
2. 3. CONSIDERANDO QUE até à praia já fomos juntos, sem que Vossa Senhoria gastasse um centavo sequer, eis que todos os gastos eram por mim experimentados, e que Vossa Senhoria não quis nem colocar biquíni alegando que estava ventando muito.
C) DAS RAZÕES DE SER DO PRESENTE:
3.1. CONSIDERANDO AINDA QUE até a presente data,após o longínquo prazo de duas semanas, Vossa Senhoria não me deixou tocar, sequer na sua panturrilha.
3.2. CONSIDERANDO QUE Vossa Senhoria ainda não me deixa encostar a mão nem na sua cintura com a alegaçãozinha barata de que sente cócegas.
DECIDO SOBRE NOSSO RELACIONAMENTO O SEGUINTE.
4.1. Vá até a mulher de vida airada que também é sua progenitora, pois eu não sou mais um ser humano do sexo masculino que usa calças curtas e a atividade sexual não é para mim, um lazer, mas sim uma necessidade premente.
4.2. Não me venha com "colóquios flácidos para acalentar bovinos" de que pensava que eu era diferente.
4.3. Saiba que vou te processar por me iludir aparentando ser a mulher dos meus sonhos, e, na verdade, só me fez perder tempo, dinheiro e jogar elogios fora, além de me abalar emocionalmente.
Sinceramente, sem mais para o momento, fique com o meu cordial "vá tomar no meio do olho do orifício rugoso localizado na região infero-lombar de sua anatomia" que esse relacionamento já inflou o volume da minha bolsa escrotal!
Dou assim por encerrado o nosso relacionamento,nada mais subsistindo entre nós, salvo o dever de indenização pelos prejuízos causados.
Face aos acontecimentos de nosso relacionamento, venho por meio desta, na qualidade de homem que sou, apesar de V Sa. não me deixar demonstrar, uma vez que não me foi permitido devassar vossa lascívia, retratar-me formalmente, de todos os termos até então empregados à sua pessoa, o que faço com supedâneo no que segue:
A) DA INICIAL MÁ-FÉ DE VOSSA SENHORIA:
1. CONSIDERANDO QUE nos conhecemos na balada e que nem precisei perguntar seu nome direito, para logo chegar te beijando;
1.2. CONSIDERANDO seu olhar de tarada enquanto dançava na pista esperando eu me aproximar.
1.3. CONSIDERANDO QUE com os beijos nervosos que trocamos naquela noite, V.Sa. me induziu a crer que logo estaríamos explorando nossos corpos, em incessante e incansável atividade sexual. Passei então, a me encontrar com Vossa Senhoria.
B) DOS PREJUÍZOS EXPERIMENTADOS:
2. CONSIDERANDO QUE fomos ao cinema e fui eu quem paguei as entradas, sem se falar no jantar após o filme.
2. 2. CONSIDERANDO QUE já levei Vossa Senhoria em boates das mais badaladas e caras, sendo certo que fui eu, de igual sorte, quem bancou os gastos.
2. 3. CONSIDERANDO QUE até à praia já fomos juntos, sem que Vossa Senhoria gastasse um centavo sequer, eis que todos os gastos eram por mim experimentados, e que Vossa Senhoria não quis nem colocar biquíni alegando que estava ventando muito.
C) DAS RAZÕES DE SER DO PRESENTE:
3.1. CONSIDERANDO AINDA QUE até a presente data,após o longínquo prazo de duas semanas, Vossa Senhoria não me deixou tocar, sequer na sua panturrilha.
3.2. CONSIDERANDO QUE Vossa Senhoria ainda não me deixa encostar a mão nem na sua cintura com a alegaçãozinha barata de que sente cócegas.
DECIDO SOBRE NOSSO RELACIONAMENTO O SEGUINTE.
4.1. Vá até a mulher de vida airada que também é sua progenitora, pois eu não sou mais um ser humano do sexo masculino que usa calças curtas e a atividade sexual não é para mim, um lazer, mas sim uma necessidade premente.
4.2. Não me venha com "colóquios flácidos para acalentar bovinos" de que pensava que eu era diferente.
4.3. Saiba que vou te processar por me iludir aparentando ser a mulher dos meus sonhos, e, na verdade, só me fez perder tempo, dinheiro e jogar elogios fora, além de me abalar emocionalmente.
Sinceramente, sem mais para o momento, fique com o meu cordial "vá tomar no meio do olho do orifício rugoso localizado na região infero-lombar de sua anatomia" que esse relacionamento já inflou o volume da minha bolsa escrotal!
Dou assim por encerrado o nosso relacionamento,nada mais subsistindo entre nós, salvo o dever de indenização pelos prejuízos causados.
quarta-feira, maio 02, 2007
Dicionário Lulês - Português
Abismado - Pessoa que caiu no abismo
Abrevituara - Ato de abrir um carro de polícia.
Alopatia - Dar um telefonema para a tia.
Amador - O mesmo que masoquista
Armarinho - Vento proveniente do mar
Artesão - Aparentando excitação
Aspirado - Carta do baralho completamente maluca
Barbicha - Bar para gays.
Biscoito - Relação sexual repetida
Cálice - Ordem para ficar calado.
Canguru - Líder espiritual de cães.
Comunguei – Ter relacionamento com um homossexual
Democracia - Sistema de governo do inferno
Destilado - Aquilo que não está do lado de lá
Desviado - Uma dezena de gays
Detergente - Ato de prender indivíduos suspeitos
Edifício - Antónimo de "é fácil"
Esfera - Animal selvagem já domesticado
Estouro - Boi que sofreu operação de mudança de sexo
Expedidor - Mendigo que mudou de classe social
Fornecedor - Empresário dedicado ao ramo de bater em masoquistas
Genitália - Órgão reprodutor dos italianos
Gincana - Bebida contendo gin e pinga
Glande - Sinónimo de "enolme"
Halogêneo - Forma de cumprimentar pessoas superdotadas
Homossexual - Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Karma - Expressão ques se usa para evitar o pânico
Ministério - Aparelho de som de tamanho reduzido
Negativa – Senhora de cor, muito trabalhadora
Obscuro - "OB" de cor preta
Pornográfico - O mesmo que colocar no desenho
Presidiário - Aquele que é preso diariamente
Quartzo - Partze ou aposentzo de um apartamentzo.
Simpatia - Concordância com a irmã da mãe
Sossega - Mulher que tem os outros sentidos mas é desprovida de visão
Superstição - Crioulo muito forte
Talento - Característica de alguma coisa que anda devagar
Tripulante - Especialista em salto triplo
Unção - Erro de concordância: O certo é "um é"
Violentamente - Viu com lentidão
Volátil - Sobrinho avisando onde vai
Zoológico - Reunião de animais racionais
Abrevituara - Ato de abrir um carro de polícia.
Alopatia - Dar um telefonema para a tia.
Amador - O mesmo que masoquista
Armarinho - Vento proveniente do mar
Artesão - Aparentando excitação
Aspirado - Carta do baralho completamente maluca
Barbicha - Bar para gays.
Biscoito - Relação sexual repetida
Cálice - Ordem para ficar calado.
Canguru - Líder espiritual de cães.
Comunguei – Ter relacionamento com um homossexual
Democracia - Sistema de governo do inferno
Destilado - Aquilo que não está do lado de lá
Desviado - Uma dezena de gays
Detergente - Ato de prender indivíduos suspeitos
Edifício - Antónimo de "é fácil"
Esfera - Animal selvagem já domesticado
Estouro - Boi que sofreu operação de mudança de sexo
Expedidor - Mendigo que mudou de classe social
Fornecedor - Empresário dedicado ao ramo de bater em masoquistas
Genitália - Órgão reprodutor dos italianos
Gincana - Bebida contendo gin e pinga
Glande - Sinónimo de "enolme"
Halogêneo - Forma de cumprimentar pessoas superdotadas
Homossexual - Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Karma - Expressão ques se usa para evitar o pânico
Ministério - Aparelho de som de tamanho reduzido
Negativa – Senhora de cor, muito trabalhadora
Obscuro - "OB" de cor preta
Pornográfico - O mesmo que colocar no desenho
Presidiário - Aquele que é preso diariamente
Quartzo - Partze ou aposentzo de um apartamentzo.
Simpatia - Concordância com a irmã da mãe
Sossega - Mulher que tem os outros sentidos mas é desprovida de visão
Superstição - Crioulo muito forte
Talento - Característica de alguma coisa que anda devagar
Tripulante - Especialista em salto triplo
Unção - Erro de concordância: O certo é "um é"
Violentamente - Viu com lentidão
Volátil - Sobrinho avisando onde vai
Zoológico - Reunião de animais racionais
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