sábado, novembro 15, 2008

Natal

E então é natal.....
Pois é amiguinhos, o natal tá chegando.
Daí que comecei a me perguntar se faríamos nossa brincadeira anual.
Mas este ano muita gente desapareceu (Letícias, Shirlei, Pata...).
E então passo a bola pra vocês. Acham que seria interessante continuarmos tradição?

15 comentários:

Fábio Mayer disse...

Por mim, continuamos a tradição... mas seria legal que os povos e as povas voltassem né?

Leticia disse...

Quem disse que eu desapareci? Eu, hein...

Leticia disse...

Eu queria continuar a tradição, mas sem o Lula, que já encheu os pacovás. Eu faria um tema tipo "O natal de Suzana Vieira", ou qualquer bagaça desse tipo. Começaria a escrever hoje. É só dar um ok.

TOM disse...

boa, letícia. bora lá, túio(sic)!

Túlio disse...

Manda ver, Lets!!

Túlio disse...

E Tom, e a nossa Krill, hein?

palhaço disse...

É! Nossa Krill, hein?

malu disse...

Suzana Vieira!? Vou ver se acho alguma "selebridade" por aqui. Senao vou de "telespectadora" mesmo.

Leticia disse...

Vou tentar estabelecer uma conexão entre Suzana e Obama, Malu.

Fábio Mayer disse...

O Natal das celebridades chatas:

Suzana Vieira
Faustão
Gugu
Sandy e Junior
etc...

Pode ser que dê caldo...

TOM disse...

ei, túio, tou no sábado em santa tereza, em frente ao bar do marilton borges, irnmão do Lõ, parceiro do beto, amigo de milton, que canta com chico, que gosta de samuel, que também deve estar por lá. eta belorizonte boa, hein, meu véio?

Leticia disse...

(então é um conto como o que fizemos no Ryff. Eu começo e vocês vão acrescentando trechos, ok?)

O Natal de Suzana

"Por que se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou prá trás
Ao primeiro passo asso asso..."

Suzana cantava, em meio a balbucios quase-silêncios, essa música de sua juventude. Lembrava com saudade do tempo em que era livre, rosto ao vento, mochila nas costas, em excursões universitárias nas estradas de Minas. Anos verdes em que comer ou não comer não fazia diferença, e os hormônios se alojavam perfeitamente nos vaivéns mensais de seu corpo jovem, sequinho, rijo e naturalmente hidratado.
Naquele tempo, os jovens só precisavam de uma barraca e um violão. Não havia o império dos cremes, das dietas, dos tratamentos capilares, da maquiagem e da drenagem linfática.

Cinco minutos. Esse era o período de folga que Suzana amargava entre a saída de seu personal trainer e a chegada da manicure. Antes, curtia longos períodos sentada à beira da estrada, olhando a paisagem multiverde das montanhas mineiras. Hoje, não tolera um segundo sozinha consigo mesma.

Na distração que confunde versos e melodia, traía-se na reformatação do Clube da Esquina:

"... nem lembra se olhou prá trás
Ao primeiro moço oço oço oço oço ooooooçoooo... E lá se vaaaaai mais um diiiiiii-aaaaaa.... aaaaaaahaaaa...."

A campainha vem estourar violentamente sua bolha de devaneios.

palhaço disse...

Oi Leticinha...

Leticia disse...

Pode continuar, Palhaço...

TOM disse...

o que vê, não a agrada. se cobra de estar pagando tanto por tanta coisa supostamente pra atrasar a chegada do senhor tempo e, ora veja só, sua cara estava vincada de vida. o corpo a agradava, principalmente vestida. suzana ainda tentou fazer piada. era fatal. toda vez que algo a incomodava, fazia uma piada que dizia ser interna. houve tempo em que achou estar com um certa dose de psicopatia. mesmo ali, fez chiste. "imagine, agora só falta eu ouvir vozes. se ainda for uma tipo do morgan freeman..." e riu, lembrando de uma frase que lera um dia no pasquim:"...às bandeiras despregadas". riu de novo. e cantarolou um beto guedes e emendou com uma banda de poucos mas fiéis fãs, fogo no circo: "meu coração mineiro quer se aventurar, quer se soltar no mundo e viver de amor"...
lembrou de um caso antigo. ele dizia que mineiro só quer se soltar em música. na vida real, quer mesmo um emprego no governo e viver de brisa. "ah, tom...", suspirou. o celular, com aquele jazz eletronico ruim e estridente, tocou.